
Recife, 12 de Setembro de 2007 - A pernambucana Netuno Alimentos S.A., líder nacional no setor de pescados, e o banco sul-africano Standard Chartered Bank, com sede em Johanesburgo, firmaram contrato com um importador americano, fechando uma operação de Pré-Pagamento de Exportação (PPE) no valor de US$ 48 milhões para exportação de lagosta por um prazo de quatro anos. Anunciada pela empresa como a primeira PPE realizada no Brasil no segmento de pescados, a operação foi realizada pelo escritório do Standard Chartered Bank de São Paulo como mais uma investida em agronegócios no Brasil. "Estamos investindo em grãos e em frigoríficos e apostando na Netuno, que lidera o setor de pescados, inovamos a fim de atrair outras empresas da área", revela o superintendente de relacionamento do Standard Chartered Bank, Leonardo Nunes. Segundo ele, esse foi o primeiro contrato do banco firmado com o Nordeste, considerado um mercado promissor.
Nas operações de PPE, que garantem o financiamento ao exportador em moeda estrangeira com o fim específico de aplicar os recursos na produção de bens e serviços destinados à exportação, os bancos costumam repassar parte do risco para outros bancos, mas no caso da Netuno o Standard Chartered assumiu todo o contrato que, de início, resultou num aporte de US$ 10 milhões para os cofres da empresa. "A operação vai permitir o alongamento da dívida de curto prazo, com uma perspectiva positiva de ampliação do market share da Netuno no mercado de pescados brasileiro", diz o diretor financeiro da Netuno Alimentos, Leonardo Teixeira. Para ele, a PPE, uma operação comum em setores mais avançados como o sucroalcooleiro, consolida o potencial de crescimento do setor de pescados no Brasil. "Poucas empresas no setor têm acesso a capitais de longo prazo. Contamos com a performance da empresa no mercado, os investimentos e seu modelo de gestão para esse tipo de operação que pode alavancar o setor", diz.
Por estratégia do negócio, a Netuno não revela o nome do importador, assumindo apenas que é um dos maiores do mundo e que abastece o mercado americano, um dos principais consumidores, junto com a Europa, da lagosta exportada pela empresa. Para 2007 a Netuno espera superar o market share de 40% das exportações de lagostas realizadas pelo Brasil. A previsão é que as exportações atinjam 50% do faturamento da Netuno, que poderá chegar a R$ 230 milhões em 2007. No ano passado a empresa exportou US$ 47 milhões, devendo elevar em 10% as exportações deste ano.
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 11)(Etiene Ramos)
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