sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O acidente de Chernobyl



O acidente nuclear de Chernobil ocorreu dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Chernobil. É considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido.


Grandes áreas da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram muito contaminadas, resultando na evacuação e reassentamento de aproximadamente 200 mil pessoas. Cerca de 60% de radioatividade caiu em território bielorrusso. Um relatório da Organização das Nações Unidas de 2005 atribuiu 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com cancro da tireóide – e estimou que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente.

Estado quer Usina Nuclear





Está estampado na capa de hoje do Diario de Pernambuco o desejo do governador Eduardo Campos (ex-ministro ciência e tecnologia que impulsionou a energia nuclear em Angra) em ter uma usina nuclear no estado. A guerra entre os estados do nordeste, segundo versão eletrônica do jornal, é para conseguir 7 bilhões em investimentos e geração de seis mil empregos. Outras fontes de energia como a solar e eólica que, por sinal tem um grande potencial no nordeste, também poderiam gerar energia e empregos se houvesse investimento nessas matrizes.

Vários países tem desistido de suas usinas nucleares por perceberem que é uma energia cara, suja e perigosa. A própria França que é quem vai nos vender a tecnologia tem um histórico de fracassos nucleares. O ministro Edison Lobão não deve estar sabendo desses fracasssos pois afirmou que "Vários países estão ampliando suas matrizes com usinas nucleares porque é uma energia firme, limpa e sem riscos de natureza nenhuma". Talvez alguma força demoníaca esteja impedindo o ministro de lembrar de Chernobyl e o caso do Césio 137 em Goiania-GO, como bem lembrou o próprio jornal.

O Brasil precisa perceber que o futuro exigirá energias renováveis e que a energia nuclear é cara, suja e perigosa. Conheça mais sobre nuclear em nosso site.

Postado por: Pedro Albuquerque

O governo de Alagoas organizou recentemente uma caravana para uma viagem de dois dias ao Rio de Janeiro. Missão oficial: dar início à expansão energética do estado. Faziam parte da comitiva o governador Teotônio Vilela Filho, secretários, representantes do setor produtivo, deputados, procuradores e até uma reitora de universidade. Ao final da programação, que incluiu um dia inteiro de visita ao complexo gerador de Angra e longas conversas com técnicos da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares, o grupo se deu por satisfeito. "Voltamos com a certeza de que Alagoas precisa de usinas iguais àquelas", diz Luiz Otávio Gomes, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.
Para o governo alagoano, não foi uma viagem qualquer. A peregrinação fez parte do esforço de atrair a instalação de duas usinas nucleares previstas para operar no Nordeste a partir de 2019. Como Alagoas, outros estados da região entraram na disputa pelas usinas. No centro da cobiça estão investimentos estimados em 8 bilhões de dólares, royalties, milhares de postos de trabalho e uma fonte energética que, antes execrada no Brasil e no mundo, ganhou status de alternativa limpa em tempos de aquecimento global. "Se ganharmos, vai ser como o Rio comemorando ser a sede da Olimpíada", afirma Gomes.
A construção das usinas é parte de um plano do Ministério de Minas e Energia para expansão e diversificação da matriz energética até 2030. Pelo plano, o país, hoje com duas usinas atômicas funcionando, deverá pôr em operação entre quatro e oito novas unidades nos próximos 20 anos. Além de Angra 3, que está em construção, e das duas previstas no Nordeste, o plano prevê ao menos mais duas usinas na Região Sudeste.
A participação das nucleares na expansão da oferta energética nas próximas décadas, apesar de tímida - 5% de um total de 115 000 megawatts a ser adicionados até 2030, que praticamente dobrarão a capacidade disponível --, é tida como estratégica. "Em 20 anos, o aproveitamento do potencial hidrelétrico do Brasil estará próximo do limite", afirma Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao ministério. "Esse cenário será evidente especialmente no Nordeste, que já tem potencial reduzido." A existência de reservas de urânio no país e o propósito de manter a independência em relação a fornecedores externos -- como a problemática Bolívia -- também pesam a favor da opção pelas usinas atômicas. "Vamos precisar de fontes que gerem de forma contínua. É aí que entram as nucleares", diz Tolmasquim.
A decisão sobre a localização das usinas no Nordeste ainda tem pela frente um processo de seleção. Num primeiro momento, a Eletronuclear, em parceria com o Coppe, centro de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está mapeando áreas que tecnicamente terão condições de receber as geradoras. Consideram-se nessa etapa fatores como proximidade dos centros de consumo, baixa densidade populacional e abundância de recursos hídricos. Até fevereiro de 2010, a Eletronuclear deve divulgar uma lista de 20 áreas candidatas em quatro estados: Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. "A ideia é apresentar um cardápio de locais para subsidiar a decisão final, que é política", afirma Luiz Othon Pinheiro da Silva, presidente da Eletronuclear.
A notícia de que a central nuclear, com as duas usinas, deverá se instalar em algum ponto entre Salvador e Recife, faixa de maior consumo no Nordeste, provocou alvoroço na região. Em agosto, a abertura de um escritório de representação da Eletronuclear em Recife acirrou ainda mais os ânimos. "Há grande interesse dos estados em saber de que forma poderão participar da decisão", diz Carlos Henrique Mariz, chefe do escritório. Os governos, que já haviam manifestado publicamente o interesse em sediar as usinas, se lançaram em campanha, dando início a uma inusitada corrida pelas usinas.
Os argumentos de cada um são os mais diversos. "A localização e a rede fluvial de Sergipe precisam ser levadas em conta na decisão", afirma o secretário de Desenvolvimento do estado, Jorge Santana. "A infraestrutura e a mão de obra especializada de Pernambuco, pela existência do único núcleo de estudos nucleares na região, são vantagens óbvias", diz Fernando Bezerra Coelho, secretário de Desenvolvimento Econômico pernambucano. A seu favor, Alagoas alega ter o apoio da população: "Realizamos seminários, discutimos e inserimos a sociedade no debate", diz o secretário Gomes. Em outra solução para a disputa, os governos de Bahia e Pernambuco teriam proposto dividir a central entre os dois estados. A Bahia ficaria com uma das usinas, enquanto Pernambuco, do outro lado do rio São Francisco, ficaria com a outra.
O anúncio da retomada do programa nuclear brasileiro teve reflexos diretos no setor, que ficou praticamente parado nas duas últimas décadas. "Vivemos um novo momento", afirma Alfredo Tranjan Filho, presidente da estatal Indústrias Nucleares do Brasil, fabricante de combustível nuclear. Até 2012, a empresa deve dobrar a capacidade de produção. Com 440 vagas para preencher até o ano que vem, o número de funcionários irá crescer 45%. "Há uma demanda urgente por novos profissionais em todo o setor", afirma Tranjan. A preocupação agora é com a formação de quadros. Muitos dos que trabalham em Angra estão perto de se aposentar. Em 2010, a UFRJ iniciará o primeiro curso de graduação em engenharia nuclear do país. Uma parte deles, ao menos, poderá ter emprego perto de alguma praia nordestina.

Ataques de tubarão na costa do estado de Pernambuco


Fábio Hazin
Desde setembro de 1992 a novembro de 2002, praticamente 10 anos, 38 ataques de tubarão ocorreram nas praias da região metropolitana do Recife, o último em 14 de novembro de 2002, sendo 25 a surfistas (3 fatais) e 13 a banhistas (10 fatais), em um trecho de menos de 20 km de praia (entre o Paiva e o Pina), onde praticamente nenhum ataque havia sido registrado anteriormente. A partir de janeiro de 1995, o governo do estado decidiu proibir o surfe na área de risco, compreendida entre o Porto de Suape e o Porto de Recife, baixando um novo decreto em 1999. O tamanho dos tubarões envolvidos nos ataques variou de 1 a 3 m, aproximadamente, tendo sido confirmados como espécie agressora o tubarão tigre, Galeocerdo cuvier, em um caso, e o cabeça-chata, Carcharhinus leucas, em pelo menos seis outros casos.
O Laboratório de Oceanografia Pesqueira- LOP, do Departamento de Pesca, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, localizada em Recife, tem conduzido uma pesquisa intensiva sobre os tubarões na área, desde 1994, incluindo distribuição, abundância, reprodução, hábitos alimentares, e também as possíveis causas do aumento na incidência de ataques. As seguintes espécies de tubarão foram capturadas, com espinhel, na costa pernambucana, durante o período da referida pesquisa:
Carcharhinus acronotus - tubarão flamengo
Carcharhinus limbatus - tubarão galha preta
Carcharhinus leucas - tubarão cabeça-chata
Carcharhinus porosus - tubarão azeiteiro
Carcharhinus plumbeus - tubarão sucuri
Ginglymostoma cirratum - tubarão lixa
Rhizoprionodon lalandii - tubarão rabo seco
Rhizoprionodon porosous - tubarão rabo fino
Galeocerdo cuvier - tubarão tigre
Sphyrna lewini - tubarão martelo
Durante o período de 14 a 18 de novembro de 1995, o LOP, com o apoio da Facepe promoveu um workshop internacional sobre ataques de tubarão em Recife, o Shark Attack Workshop, do qual participaram diversos cientistas nacionais e estrangeiros, de países como a Austrália, Estados Unidos e África do Sul. Nessa ocasião, os resultados das pesquisas foram avaliados, tendo sido considerados os seguintes fatores como prováveis responsáveis pelo aumento no número de ataques:
a) Elevação do número de surfistas e banhistas na região.
b) A presença de pesca de arrasto de camarão, com rejeito, próximo às praias da área afetada.
c) A topografia submarina da região, caracterizada por um canal adjacente à praia.
d) Mudanças climáticas que têm influenciado os regimes de vento e precipitação nos anos recentes (ventos do sul mais fortes e muito menos chuva, durante o período dos ataques, particularmente em 1994).
E, por fim, o principal fator:
e) A construção do Porto de Suape ao sul de Recife, resultando em um grave impacto ambiental e um acentuado aumento no tráfego marítimo.
Parece haver uma correlação altamente significativa entre o número de navios no porto e a ocorrência de ataques (qui-quadrado, P<0,001).> Recife) também se intensificam. Ao que tudo indica, os navios parecem exercer uma ação atrativa para os tubarões, aumentando a probabilidade dos mesmos de se aproximarem da praia.
Os tubarões reconhecidamente costumam seguir grandes embarcações e navios, atraídos pelos restos de alimento e dejetos lançados por estes ao mar ou mesmo pelo som emitido pelo motor e pela hélice (Schultz, 1975; Baldridge, 1974). Esse comportamento explica em parte a rapidez e ferocidade com que costumam ocorrer os ataques de tubarão em casos de naufrágio ou a cetáceos arpoados (Costeau e Costeau, 1970).
Algumas espécies de tubarão, como o tubarão tigre, um dos prováveis agressores no presente caso, possuem um hábito alimentar bastante oportunista engolindo praticamente tudo que encontra. Os mais variados objetos já foram encontrados em estômagos de tubarões dessa espécie, desde placas de carro a garrafas e sacos plásticos (Wetherbee, 1991). O tubarão cabeça-chata, por sua vez, é um animal bastante agressivo que costuma atacar grandes presas, inclusive outros tubarões, como aliás, constatado também no presente trabalho. Em quase um quarto dos ataques a seres humanos registrados no Shark Attack File (SAF) há indicações do lançamento de lixo e dejetos em áreas próximas, indicando claramente que os tubarões são atraídos e/ou excitados pela presença dos mesmos (Baldridge, 1974).
Dentre os itens estranhos encontrados nos estômagos de tubarões examinados no presente trabalho incluem-se 1 abacaxi inteiro, 1 repolho, 1 batata inglesa, 1 cebola, l casca de laranja, 1 lata de cerveja vazia e 1 estopa de pano ainda suja de óleo. Os itens antropogênicos mais comuns são as caixas de papelão e sacos plásticos utilizados na embalagem das iscas empregadas pelos barcos de pesca (Hazin et al., 1994). Dois exemplares capturados encontravam-se inclusive laçados por fitas de arquear usadas no fechamento das caixas.
Finalmente, áreas portuárias são tradicionalmente consideradas zonas potencialmente perigosas em função da maior abundância de tubarões, provavelmente atraídos pelo lixo que os navios comumente despejam no mar (Coppleson, 1982). Esses resultados parecem indicar, portanto, que a presença de navios pode exercer uma influência direta no comportamento dos tubarões. Os navios costumam trafegar em áreas distantes da costa, próximas ao talude continental, ande habitam espécies e indivíduos de maior porte, os quais podem ser atraídos pelas grandes embarcações para áreas mais rasas, quando as mesmas entram em áreas portuárias, como no caso do Porto de Suape.
Um outro fator de grande importância foi o impacto ecológico causado pela construção do Porto de Suape, incluindo a destruição de vastas áreas de manguezal, aterros e até mesmo o desvio do curso de dois rios, o Ipojuca e o Merepe. Como essa área era relativamente virgem, era provavelmente freqüentada por fêmeas do tubarão cabeça-chata como área de parto, já que é comum o hábito nesta espécie de parir os seus filhotes em regiões estuarinas. A partir da degradação ambiental verificada, é provável que um número maior de fêmeas dessa espécie tenha passado a se deslocar para o estuário mais próximo, o do rio Jaboatão, localizado ao norte, o qual desemboca exatamente nas praias da região metropolitana do Recife, onde ocorreram todos os ataques, ou seja, Paiva, Candeias, Piedade, Boa Viagem e Pina. A captura de fêmeas prenhes de cabeça-chata, com seus filhotes a termo, no estuário do Jaboatão parece confirmar esta hipótese.
Ataques de tubarão não são um problema recente. Existem desde que o primeiro homem resolveu banhar-se nas águas do mar, habitat e território dos tubarões. Ainda não se sabe ao certo porque tubarões atacam. Acredita-se que na maior parte das vezes os ataques ocorram por engano, isto é, o tubarão ataca o ser humano por confundi-lo com uma presa regular do seu hábito alimentar (Myrberg e Nelson, 1991). É por esse motivo que na maioria dos casos os tubarões soltam suas vítimas após o ataque, afastando-se da área. Tanto assim que as mortes ocorrem quase sempre por hemorragia e não por serem as vítimas devoradas (Chovan e Crump, 1990). Não é incomum, inclusive, o tubarão decepar um membro para regurgitá-lo em seguida. Ataques podem ainda acontecer pelos tubarões sentirem-se ameaçados pela presença humana ou ainda em defesa de seus territórios (Springer e Gold, 1989).
A exemplo do que tem acontecido nas praias do Recife, os surfistas são comumente as vítimas mais freqüentes dos tubarões (Cappleson, 1982). Isso ocorre em função de várias características peculiares à prática deste esporte, tais como:
- Os surfistas passam a maior parte do tempo sobre as pranchas, somente com as pernas balançando dentro d'água, o que para o tubarão pode se assemelhar aos movimentos de um peixe em dificuldades, debatendo-se na superfície. Em quase todos os casos de ataques registrados nas praias da RMR, a região atingida foram os membros inferiores ou superiores.
- Os surfistas permanecem um tempo na água bem superior ao que os banhistas normalmente passam.
- Os surfistas usam pranchas e vestimentas com cores fortes e contrastantes, as quais reconhecidamente atraem os tubarões.
- A prática do surfe ocorre necessariamente na zona de arrebentação onde a profundidade é geralmente maior que na área freqüentada pelos banhistas. Além disso, essa é normalmente uma zona de correntes e ondas fortes, o que força o tubarão a decisões e movimentos rápidos, dificultando assim a identificação de uma presa em potencial.
- A prática do surfe ocorre, por princípio, nos períodos de maré cheia, quando a aproximação dos tubarões é propiciada.
O fato de que a maioria dos ataques atingiram os membros inferiores e superiores parece confirmar que os mesmos provavelmente tenham se dado em função do animal confundir as pernas ou braços da vítima com uma presa regular de sua dieta alimentar. Os tubarões definitivamente não se alimentam de seres humanos, preferindo principalmente pequenos peixes e, em menor escala, moluscos e crustáceos, conforme evidenciado pelo estudo do hábito alimentar.
A aparente tendência dos ataques concentrarem-se nas fases de lua nova e cheia, quando ocorreram 80% dos ataques, está provavelmente associada ao fato de que nessas fases lunares a amplitude das marés é máxima, favorecendo, portanto, não apenas condições mais propícias para a prática do surfe, como também uma maior aproximação de tubarões de maior porte. Além disso, as ondas maiores ocorrem comumente nos períodos de maré alta, o que no caso das marés de sizígia (luas nova e cheia) acontece em torno de 4:00h e 16:00h, ou seja, ao nascer do sol e ao cair da tarde, períodos em que a maioria dos tubarões de maior agressividade encontram-se também mais ativos (Randall, 1967), em contraposição ao que ocorre nas luas de quarto crescente e minguante, quando a maré alta se dá por volta das 10:00h e 22:00h.
De forma análoga, a menor incidência de ataques no período de abril a junho pode decorrer de ser este um período sem férias escolares e de maior intensidade de chuvas, o que certamente resulta em uma redução significativa de banhistas e surfistas na orla marítima. Além disso, este é o período de ventos mais fracos, desfavorecendo assim a formação de ondas propícias à prática do surfe. Um outro aspecto é que os ventos de sul e sudeste tornam-se bem mais freqüentes e mais fortes a partir de julho, intensificando as correntes no sentido Suape Þ Recife, como citado acima. Isso explicaria a maior incidência de ataques entre julho e setembro. Além disso, as fêmeas de cabeça chata parecem se aproximar com mais freqüência dos estuários para parir os filhotes, ao fim do período chuvoso o que no estado de Pernambuco coincide exatamente com o mês de julho. Se somarmos os fatores acima é fácil concluir que a combinação de uma lua nova ou cheia, no período de julho a setembro, coincidindo com um final de semana, fazem com que as chances de ocorrência de um ataque sejam máximas.
Conforme comentado, a análise dos casos de ataque não deixa nenhuma dúvida de que os mesmos não foram causados por um único tubarão. Eles indicam, entretanto, que em alguns casos seqüenciados e com grande proximidade de data, um único animal possa, de fato, haver sido responsável. O padrão parece seguir o modelo mais comum em casos de ataques sucessivos (Coppleson, 1982) em que animais isolados, ao que parece, permaneceriam em uma determinada área por breves períodos de tempo, afastando-se da mesma após uma curta série de ataques. A hipótese de que os ataques tenham sido provocados por indivíduos isolados parece encontrar respaldo nos baixos índices de abundância observados, em verdade até 5 vezes inferiores aos obtidos em prospecções anteriores (Sudene, 1983). Definitivamente, portanto, a costa do estado de Pernambuco não encontra-se infestada por tubarões, não podendo-se conseqüentemente atribuir a elevação dramática do número de ataques a uma superabundância de tubarões. A captura esporádica do tubarão tigre, Galeocerdo cuvier, e do cabeça-chata, Carcharhinus leucas, contudo, confirmam a ocorrência dessas espécies altamente agressivas na área prospectada, corroborando as mesmas como principais suspeitas nos casos de ataques e fornecendo evidência adicional de que indivíduos isolados teriam sido responsáveis pelos incidentes ocorridos.
A configuração topográfica do trecho Boa Viagem-Piedade pode ser considerada ainda como mais um fator agravante no problema dos ataques. A presença de um banco de areia mais raso, com profundidades entre 1 e 3 m, a cerca de 1,000 m da costa, estendendo-se desde o Pina até os arrecifes de Candeias, precedido por um canal mais profundo, com profundidades entre 5 e 8 m, adjacente à praia, confere a esse trecho do litoral uma condição altamente propícia à ocorrência de ataques. Zonas de canal em áreas de mar aberto são normalmente consideradas como de alta periculosidade, onde banhistas e surfistas devem ter sempre grande cautela (Schultz, 1975; Coppleson, 1982). A existência de uma população relativamente grande de raias nessa faixa do litoral, pertencentes a 10 espécies diferentes, mas, principalmente à raia pintada, Aetobatus narinari, e à raia lixa, Dasyatis guttata, constatada pela presente pesquisa, poderia não apenas contribuir para atraí-los como também favorecer uma estadia mais longa dos mesmos nesse local. Além disso, as ondas se formam exatamente na borda do canal, em função da redução na profundidade, sendo esse exatamente o local onde os surfistas permanecem a maior parte do tempo esperando a formação das melhores ondas.
Fábio Hazin é professor do Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE / PE.

Pesca predatória destrói criatórios naturais


A pesca predatória tem se constituído em um dos maiores problemas enfrentados pelas comunidades pesqueiras do Estado. No litoral da Taíba, a pesca com rede de arrasto está destruindo o criatório natural de peixes e crustáceos. Os pescadores denunciam esta modalidade de pesca criminosa que está destruindo os corais, arrancando as pedras e matando peixes pequenos e tartarugas marinhas, além de pôr em risco a sobrevivência da própria comunidade. Segundo os pescadores, o litoral da Taíba não tem mais peixe. ‘‘Há cinco anos, a gente colocava a rede no mar e quando ia apanhar, depois de quatro horas, tirava até 100 quilos de pescado. Hoje, a gente não tira cinco quilos’’, diz José Marques dos Santos.

Comunidade quer fazer cumprir portaria do Ibama para denunciar a pesca de arrasto que vem ocorrendo, há mais de cinco anos, no litoral Oeste, a comunidade da Taíba se reuniu na manhã de ontem para um ‘‘Grito de Alerta’’. ‘‘Nós não podemos permanecer calados diante deste crime ambiental’’, disse a advogada Tereza Quezado, voluntária do movimento de luta dos pescadores daquela praia. Durante a reunião, a comunidade elaborou um abaixo-assinado que será encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) solicitando providências no sentido de impedir a pesca predatória naquela área e pedindo, ainda a regulamentação e disciplina na captura do camarão.

De acordo com a advogada, os pescadores da Taíba querem que o Ibama conceda à comunidade a mesma portaria dada a outras localidades pesqueiras que proíbe a pesca de arrastão nas três milhas litorâneas, a contar da praia, adentrando ao mar. Esta portaria já foi concedida às comunidades de Batoque, Prainha do Canto Verde e Mundaú. ‘‘Queremos, também, que seja regulamentada e disciplinada a captura de camarão, antes que o crustáceo entre para a lista de espécimes em extinção’’, ressalta Tereza Quezado.

Para os pescadores, o trabalho de fiscalização não é tão importante quanto a portaria. A fiscalização, segundo eles, não terá força para impedir a pesca de arrastão, até porque esta pescaria acontece quase sempre à noite e, por outro lado, quando estes barcos são flagrados pela fiscalização, pagam as multas e, em pouco tempo voltam a agir. ‘‘Com a portaria, teremos como acionar a Polícia Federal e a Capitania dos Portos’’, diz José Marques .

Netuno realiza PPE para vender lagosta aos Estados Unidos


Recife, 12 de Setembro de 2007 - A pernambucana Netuno Alimentos S.A., líder nacional no setor de pescados, e o banco sul-africano Standard Chartered Bank, com sede em Johanesburgo, firmaram contrato com um importador americano, fechando uma operação de Pré-Pagamento de Exportação (PPE) no valor de US$ 48 milhões para exportação de lagosta por um prazo de quatro anos. Anunciada pela empresa como a primeira PPE realizada no Brasil no segmento de pescados, a operação foi realizada pelo escritório do Standard Chartered Bank de São Paulo como mais uma investida em agronegócios no Brasil. "Estamos investindo em grãos e em frigoríficos e apostando na Netuno, que lidera o setor de pescados, inovamos a fim de atrair outras empresas da área", revela o superintendente de relacionamento do Standard Chartered Bank, Leonardo Nunes. Segundo ele, esse foi o primeiro contrato do banco firmado com o Nordeste, considerado um mercado promissor.

Nas operações de PPE, que garantem o financiamento ao exportador em moeda estrangeira com o fim específico de aplicar os recursos na produção de bens e serviços destinados à exportação, os bancos costumam repassar parte do risco para outros bancos, mas no caso da Netuno o Standard Chartered assumiu todo o contrato que, de início, resultou num aporte de US$ 10 milhões para os cofres da empresa. "A operação vai permitir o alongamento da dívida de curto prazo, com uma perspectiva positiva de ampliação do market share da Netuno no mercado de pescados brasileiro", diz o diretor financeiro da Netuno Alimentos, Leonardo Teixeira. Para ele, a PPE, uma operação comum em setores mais avançados como o sucroalcooleiro, consolida o potencial de crescimento do setor de pescados no Brasil. "Poucas empresas no setor têm acesso a capitais de longo prazo. Contamos com a performance da empresa no mercado, os investimentos e seu modelo de gestão para esse tipo de operação que pode alavancar o setor", diz.

Por estratégia do negócio, a Netuno não revela o nome do importador, assumindo apenas que é um dos maiores do mundo e que abastece o mercado americano, um dos principais consumidores, junto com a Europa, da lagosta exportada pela empresa. Para 2007 a Netuno espera superar o market share de 40% das exportações de lagostas realizadas pelo Brasil. A previsão é que as exportações atinjam 50% do faturamento da Netuno, que poderá chegar a R$ 230 milhões em 2007. No ano passado a empresa exportou US$ 47 milhões, devendo elevar em 10% as exportações deste ano.

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 11)(Etiene Ramos)

Pesca predatória reduz lagostas no Piauí


Cíntia Lucas

O Piauí pesca todos os anos 90 toneladas de lagosta. São 28 embarcações no litoral piauiense, sendo que destas, 21 atuam sem licença para a pesca do crustáceo. A pesca predatória tem reduzido a produção no Piauí e em todo o Brasil, que já caiu de 11 mil para 6 mil toneladas por ano.

O superintendente do Ibama no Piauí, Romil-do Mafra, esteve reunido esta semana com representantes dos Ministérios do Meio Ambiente e da Pesca, em Brasília, onde foram discutidas ações de governos para garantir a sustentabilidade da pesca da lagosta que representa um dos mais importantes recursos pesqueiros das regiões Norte e Nordeste do país.“O crustáceo está desaparecendo da nossa região, dados estatísticos mostram que de 1995 a 2006 a produção caiu de 11 mil toneladas ano para 6 mil toneladas, em todo o país. A maior preocupação na verdade é a pesca predatória, pois é nela que os pescadores retiram do mar espécies jovens e menores não dando oportunidade para a sua reprodução e crescimento”, afirma Romildo Mafra.

De acordo com o diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama em Brasília, Rômulo Mello, os pescadores precisam de mais lagosta para chegar a um quilo. Antes, eram necessárias três lagostas para chegar a um quilo, agora são necessárias sete lagostas para chegar a esse peso. Onze Estados pescam lagosta, seguindo uma linha contínua do Amapá ao Espírito Santo. Para combater a pesca predatória o Ibama publicou duas Instruções Normativas - a No 138, de dezembro de 2006 e a No 144, de janeiro de 2007), que proíbem a pesca de lagosta a menos de 7,5 quilômetros da costa (onde se situam as lagostas jovens), bem como o uso da chamada caçoeira - espécie de rede depositada no fundo do mar, considerada nociva por remover outras espécies. Essas instruções agem firmes também no sentido de proibir o uso de embarcações não permissíveis. Atualmente, quase 6 mil embarcações capturam lagosta no país, mas apenas 1,3 mil têm autorização. “O governo está reordenando o sistema no sentido de que protegendo a lagosta você está protegendo o pescador. Em 2005 foi criado no Piauí o Comitê de Gestão do Uso Sustentável da Lagosta para combater os abusos em relação à pesca predatória no Estado”, disse Romildo Mafra.

Sobre a lagosta

A lagosta, crustáceo reptante, é a espécie mais comum do litoral brasileiro, ocorrendo desde o Nordeste brasileiro até São Paulo. É marinha e seu habitat podem ser locais de vegetação ou áreas rochosas, desde que haja abundância de moluscos e anelídeos. Durante o dia, permanece em seu abrigo (cavidade de rochas, emaranhados de algas e corais), com o corpo oculto e antenas estendidas. Á noite, sai em busca de alimento, retornando ao abrigo de manhã.

Fonte: Ibama

Ver para crer: uma guerra pela água pode estar prestes a ser travada





Por Clarissa Taguchi (fonte: Jornal do Meio Ambiente - Brasil)

Quantos de nós parecem se incomodar com a falta de água para beber, tomar banho, cozinhar ou apertar o botão da descarga? Não parece, mas somos muitos. Somos muito mais do que aqueles que reclamam quando a cisterna seca no ápice do verão. Somos aqueles que vivem em cidades menores, que dependem diretamente da água de rios, riachos, nascentes e de poços artesianos. Somos aqueles que vivem em bairros esquecidos das cidades maiores, onde o saneamento básico (água e esgoto) ainda não chegou.

Somos mais de 45 milhões de brasileiros sem acesso à água potável e mais de 90 milhões sem acesso à rede de esgoto (dados do IBGE em 2004). No mundo somos 1,197 bilhão de pessoas sem acesso à água potável e 2,742 bilhões sem saneamento básico (dados do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2004). De acordo com a ONU, 41% da superfície atual do planeta é formada por áreas secas, como o semi-árido brasileiro, e 2 bilhões de pessoas vivem nessas áreas. Somos todas essas pessoas, de regiões secas ou úmidas, que não têm acesso à água para beber.

Imagine então, quando nos multiplicarmos. Imagine além, quando a desertificação for intensificada pelas mudanças climáticas. E imagine mais, quando a água cristalina que vemos embalada em garrafas pet, ou que sai da torneira de nossas casas, for contaminada pelos sistemas de esgoto mal tratados, pelo uso de agrotóxico das lavouras, pelo descarte de lixo tóxico das indústrias. 

Saiba que não é preciso imaginar. Todos os dias, rios, riachos, lençóis e aqüíferos são contaminados. Todos os dias a estiagem atinge regiões onde antes não atingia, chegando a durar o dobro de tempo do que em décadas passadas. E todos os dias, em qualquer parte do planeta, nascentes são adquiridas por empresas transnacionais. Mas saiba também, que todos os dias seguem, um atrás do outro, sem parar nem por um segundo.

Mesmo assim não doeu?

Talvez seja uma boa idéia guardar a conta de água de hoje, a notinha da garrafa pet de água de hoje, moldurar na parede, e contar os dias daqui para frente. Contar também, quantas garrafas de água dava para comprar, e quantas outras coisas dava para comprar. Porque se considerarmos todos os bens de consumo que dependem da água para serem fabricados, sobra o quê?

Pensando assim, Michael McCarthy, editor de meio ambiente do jornal inglês The Independent, deu início a uma série de artigos colocando a água como próximo motivo de conflito entre as Nações. “As sociedades industrializadas do Oeste ainda não perceberam, que o recurso água encontra-se cada vez mais escasso para a maioria das populações pelo mundo, cerca de 1.1 bilhão de pessoas não tem acesso à água limpa, e isso tende a piorar”, diz.

“A maioria das pessoas quando pensa em água, visualiza o globo terrestre composto de dois terços de água, mas a maioria não sabe que apenas 2,5% dessa água não contém sal e dessa quantidade de água, dois terços encontram-se nas geleiras e glaciais. O que está disponível, em lagos, rios, aqüíferos e pela chuva, sofre uma pressão cada vez maior”, lembra McCarthy.

Em 2003, um relatório das Nações Unidas previu, na pior das hipóteses, que no meio deste século, 7 bilhões de pessoas em 60 países enfrentariam escasses de água. Se todas as medidas políticas forem cumpridas, esse número cairia para 2 bilhões em 48 países. Mas é preciso lembrar que em 2003, período em que o relatório foi lançado, o maior colaborador do fenômeno desertificação não havia sido devidamente reconhecido: as mudanças climáticas provocadas pelas ação de gases do efeito estufa emitidos pelas atividades humanas no planeta. Para McCarthy, é provável que as mudanças climáticas aumentem em 50% as condições para escasses de água.

A posição da Inglaterra segundo o jornal The Independent, “o Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, John Reid, fez uma previsão sombria de que a violência e conflito político se tornarão mais prováveis nos próximos 20 ou 30 anos, na medida em que aumentar a desertificação, o derretimento das calotas polares e o envenenamento de fontes de água”. John Reid apontou as mudanças climáticas como o motivo dos conflitos violentos causados com o crescente aumento da população e a diminuição das reservas de água.

As declarações de Reid fizeram com que a pressão exercida por ambientalistas e especialistas do clima aumentasse com relação às emissões de gases do efeito estufa. Os ativistas esperam modelar uma nova campanha para exercer ações sobre as mudanças climáticas aos moldes da campanha ‘Make Poverty History’ do ano passado, que exerceu imensa pressão popular. O Primeiro Ministro Tony Blair já declarou que “o aquecimento global é a maior ameaça a longo prazo enfrentada pelo planeta”.

Para o Ministro da Defesa, as mudanças climáticas podem ser consideradas tão ameaçadoras para os próximos 20 e 30 anos quanto o terrorismo internacional, as mudanças demográficas e a demanda energética. “As Forças Armadas Britânicas deverão estar preparadas para enfrentar conflitos de recursos em escasses, deveremos estar preparados para dar alento humanitário aos desastres, medidas de segurança e pacificação em locais abalados politicamente e socialmente como conseqüência de desastres da mudança climática”, diz.
Em contrapartida, Charlie Kornick, coordenador da campanha sobre o clima da organização ambientalista Greenpeace, diz que “bilhões de pessoas já enfrentam a pressão da escassês de água devido às mudanças climáticas na África, Ásia e América do Sul, se os políticos perceberem o tamanho da gravidade que o problema pode se tornar, por que as emissões de gases CO2 na Inglaterra ainda continuam aumentando?”.

Os conflitos de acordo com o mesmo jornal inglês, os conflitos tendem a vir das seguintes Nações:

Israel, Jordânia e Palestina: 5% da população do mundo sobrevive com 1 por cento da sua água disponível no Oriente Médio, nesse contexto ainda há a guerra entre árabes e israelenses. Isso poderia contribuir para crises militares adicionais enquanto o aquecimento global continua. Israel, os territórios palestinos e a Jordânia necessitam do rio Jordão mas Israel o controla e corta suas fontes durante épocas do escassês.. O consumo palestino é restringido severamente por Israel.

Turquia e Síria: Os projetos da Turquia para construir represas no rio de Euphrates levaram o país à beira de um conflito com a Síria em 1998. Damasco acusa Ancara de usar deliberadamente sua fonte de água enquanto o rio desce pelo país que acusa a Síria de proteger líderes separatistas curdos. A falta de água ocasionadas pelo aquecimento global aumentará a pressão nesta volátil região.

China e Índia: O rio de Brahmaputra já causou tensão entre Índia e China e pode se tornar uma faísca para dois dos maiores exércitos do mundo. Em 2000, Índia acusa China de não compartilhar informações sobre o funcionamento do rio desde o Tibet que causou inundações no nordeste da Índia e em Bangladesh. As propostas chinesas para desviar o rio também concernem à Deli.

Angola e Namíbia: As tensões aumentaram entre Botswana, Namíbia e Angola em torno da vasta bacia de Okavango. As secas fizeram a Namíbia reativar projetos para um encanamento da água de 250-milhas para fornecimento à capital. Drenar o delta seria letal para comunidades locais e para o turismo. Sem a inundação anual do norte, os ‘swamps’ encolherão e a água sangrará até o deserto de Kalahari.

Etiópia e Egito: O crescimento populacional no Egito, Sudão e Etiópia está ameaçando um conflito ao longo do rio mais comprido do mundo, o Nilo. A Etiópia está pressionando por uma parte maior da água azul do Nilo mas isso prejudicaria o Egito. E o Egipto está preocupado com a parte branca do Nilo que corre através de Uganda e Sudão, e que poderia ser esgotado também antes que alcance o deserto de Sinai.
Bangladesh e Índia: As inundações no Ganges causadas pelo derretimento das geleiras do Himalaia chegam à Bangladesh o que leva a uma ascensão na migração ilegal à Índia. Isto fez com que a Índia construísse uma imensa cerca na beira do rio na tentativa de obstruir os imigrantes. Cerca de 6.000 pessoas cruzam ilegalmente pela beira do rio em direção à India a cada dia.
Os fatos, segundo Michael McCarthyem nosso planeta aquoso, 97.5% da água é salobra, inadequada para o uso humano.

A maioria da água fresca está presa nas geleiras e glaciais.

A necessidade básica recomendada de água por a pessoa num dia é 50 litros. Mas as pessoas podem utilizar algo perto de aproximadamente 30 litros: 5 litros para alimento e bebida e uns outros 25 para a higiene.

Alguns países usam menos de 10 litros de água por pessoa ao dia. Gambia usa 4.5, Mali 8, Somália 8.9, e Moçambique 9.3.

Em contraste o cidadão médio dos EUA usa 500 litros de água por dia, e a média britânica é 200.

No oeste, é utilizado cerca de aproximadamente 8 litros para escovar os dentes, 10 a 35 litros para nivelar a descarga, e 100 a 200 litros para tomar banho.

Litros de água necessários para produzir 1 Quilo de:
-Batata 1.000 L
-Milho 1.400 L
-Trigo 1.450 L
-Galinha 4.600 L
-Carne 42.500 L
Fonte: http://panoramaecologia.blogspot.com/2006/03/ver-para-crer-uma-guerra-pela-gua-pode.html