segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Transposição saliniza água


O mar de Aral, na Rússia era o quarto maior lago de água doce do mundo. Dois rios alimentavam o mar nesta região semi-árida. Quase tudo na agricultura depende de irrigação. A região produzia a maioria do algodão, frutas, vegetais e do arroz da Rússia. A irrigação de expansão, para 7.5 milhões ha significou o desvio de cada vez mais mais água dos rios que abasteciam o mar de Aral. Durante os últimos 30 anos, dois terços da água que estava originalmente no mar foram drenados e a salinidade do solo triplicou. Desde os anos 60, o nível da água caiu, reduzindo a superfície do mar à metade de seu tamanho original. Em 2000, o nível do mar foi novamente reduzido e os níveis de salinidade triplicaram outra vez. Entre 1974 e 1986, o Syr Daria, um dos dois rios que se usaram para irrigação não mais alcançou o mar de Aral. O Amu Daria, desviado pelo canal da irrigação de Kara Kum de 800 quilômetros mal chegava ao mar entre 1982 e 1989. No total, a contribuição para o mar de Aral de uma média de 55 km3 nos anos 60, caiu para 7 km3. A região do entorno foi levada à ruína. As 25.000 toneladas de peixe ao ano foram reduzidas a zero e em conseqüência, a maioria da população local foi embora. A biodiversidade caiu a níveis dramáticos. Os problemas de saúde pública aumentaram devido à contaminação elevada causada pelos resíduos tóxicos da agricultura. Todos os planos elaborados para consertar o estrago têm falhado até agora.

Fonte(s):

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Projeto do estaleiro será debatido na Câmara Municipal


O projeto de construção de um estaleiro naval na Praia do Titanzinho, em Fortaleza, será mais uma vez debatida nesta terça-feira, a partir das 14h30min, em audiência pública que ocorrerá na Câmara Municipal de Fortaleza. A iniciativa é dos vereadores Guilherme Sapaio (PT) e João Alfredo (PSol).
Ambientalistas questionam o projeto, fruto de parceria de empresas privadas com o Governo do Estado, e dizem que causará sérios danos ao local como a destruição de um berçário de tartarugas e botos que se reproduzem na região. Moradores do bairro denunciam que o empreendimento causará mudanças nas ondas do mar que são características da área, o que transformará o bairro, conhecido como “celeiro de surfistas”, em uma calma bacia portuária, dificultando as atividades de três escolinhas de surf que já formaram mais de 600 atletas – a maioria moradora do próprio Serviluz, um dos bairros mais pobres de Fortaleza.
Para o debate, foram convidados representantes da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Companhia Docas do Ceará, Semam, Ibama, Associação dos Geógrafos Brasileiros, Colônia Z-8 de Pesca e Aquicultura de Fortaleza, Escola Beneficente de Surf Titanzinho e moradores da comunidade.
DETALHE – O presidente da Adece, Antônio Balhmann, não comparecerá. A assessoria do órgão informa que ele está viajando.
DETALHE 2 – O que diz sobre o assunto a prefeita Luizianne Lins (PT)?

Alagoas terá maior estaleiro da América Latina

Alagoas se prepara para ampliar o seu perfil econômico, baseado no turismo e na indústria sucroalcooleira, com a chegada da indústria naval. A partir de 2010, começa a ser construído no Estado o maior estaleiro da América Latina. Trata-se do Eisa Alagoas, que ocupará uma área de 2 milhões de metros quadrados no município de Coruripe, no Litoral Sul do Estado, a 130 km do Porto de Maceió.

Os investimentos para a construção do estaleiro são estimados em R$ 1,5 bilhão e deverão resultar na geração de 4,5 mil empregos diretos. O empreendimento será comandado pelo empresário German Efromovich, que esteve em Maceió, em outubro deste ano, para o lançamento do projeto. O empresário é dono de outros estaleiros no Brasil, como o Mauá, no Rio.


De acordo com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), a instalação do estaleiro será o maior empreendimento de Alagoas em toda a história do Estado. "Quando estiver instalado, o estaleiro de Alagoas será o maior da América Latina, com condições de construir navios de médio e grande porte", afirmou Vilela, destacando ainda a grande geração de emprego e renda que o empreendimento irá criar na região.

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, quando estiver funcionando, o estaleiro deverá gerar cerca de 18 mil empregos indiretos. "São padarias, restaurantes, farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais, que vão contratar mão de obra para atender os trabalhadores do estaleiro", acrescenta Gomes.

De acordo com o secretário, do ponto de vista técnico, o projeto do estaleiro está aprovado e os investimentos garantidos. Falta apenas a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental para avaliação nos órgãos ambientais. "Esse relatório deve ficar pronto ainda este ano para que possamos ter a liberação das licenças ambientais, que devem ficar prontas entre abril e junho de 2010", avalia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.