quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fukushima!

O acidente nuclear de Fukushima Daiichi (福島第一原子力発電所事故, Fukushima Dai-ichi  pronúncia genshiryoku hatsudensho jiko) diz respeito a uma série de falhas de equipamentos da Central Nuclear de Fukushima I, no Japão, e de lançamentos de materiais radioativos no ambiente, em consequência dos danos causados pelo sismo de Tōhoku, seguido de tsunami, que ocorreu às 14:46 JST em 11 de março de 2011.

A central nuclear é composta por seis reatores de água fervente em separado mantidos pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO). Os reatores 4, 5 e 6 haviam sido fechados para manutenção antes do terremoto.

Os reatores restantes foram fechados automaticamente após o terremoto e geradores de emergência foram iniciados para manter as bombas de água necessárias para resfriá-los. A central foi protegida por um dique projetado para resistir a um maremoto de 5,7 metros de altura, mas cerca de 15 minutos após o terremoto foi atingido por uma onda de 14 metros, que chegou facilmente ao topo do paredão. 

A planta inteira, incluindo o gerador de baixa altitude, foi inundada. Como consequência, os geradores de emergência foram desativados e os reatores começaram a superaquecer devido à deterioração natural do combustível nuclear contido neles. Os danos causados pela inundação e pelo terremoto impediram a chegada da assistência que deveria ser trazida de outros lugares.










terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mina de urânio pode transformar Caetité em cidade fantasma

Posted in Caetité (BA) - Contaminação

12 de janeiro de 2011 Da Rádio Agência NP

Nos primeiros dias do governo Dilma, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que pretende aprovar ainda neste ano o projeto para a construção de quatro novas usinas nucleares. Atualmente, o país possui duas usinas, ambas localizadas em Angra dos Reis (RJ).

Essa retomada do programa nuclear vai aumentar a demanda por urânio. No município de Caetité (BA) está localizada a única mina em operação no Brasil. No final de 2010 a Plataforma Dhesca denunciou que a população do município convive com níveis de radiação 100 vezes maiores que a média mundial. A INB (Indústrias Nucleares Brasileiras) negou a contaminação, baseada num estudo encomendado da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Em entrevista à Radioagência NP, a integrante da Plataforma Dhesca, Cecília Mello, revela as violações de direitos identificadas durante a visita que fez a Caetité. Ela relata o caso de Poços de Caldas, em Minas Gerais, que passou de pólo turístico a cidade fantasma depois da exploração do urânio. Por fim, demonstra preocupação com a futura mina, em Santa Quitéria (CE), que já apresenta irregularidades no licenciamento ambiental.

Leia abaixo a entrevista concedida à Rádio Agência NP.

Radioagência NP: Cecília, o que você constatou na visita a Caetité?
Cecília Mello: O quadro é de temor, angústia, incerteza por parte da população. O relato dos moradores é que está havendo uma incidência de câncer desproporcional. Conversamos com um médico de um hospital da região que se mostrou preocupado com a quantidade de diagnósticos que ele tem feito de neoplasias, de cânceres em pessoas entre 30 e 40 anos.

RNP: Como você analisa o estudo de um pesquisador da Fiocruz que nega qualquer relação entre a exploração de urânio e os casos de câncer?
CM: Como você vai tirar qualquer conclusão, se tem uma base de dados com 1/3 dos óbitos, no mínimo, que você não sabe qual é a causa. O quadro de desinformação é grave. O fato de as pessoas saírem do município para buscar tratamento em Vitória da Conquista, em Salvador ou em São Paulo faz com que a gente não consiga rastrear o que está acontecendo com a saúde da população. Se você tem algum problema e vai para São Paulo, você diz que é morador local para ter atendimento. É preciso ser feito um estudo epidemiológico consistente para acompanhar os riscos que a população está submetida.

RNP: Que medidas devem ser adotadas para amenizar os impactos sofridos pelos moradores que vivem no entorno da mina?
CM: Essa população tem que ser indenizada porque eles sofrem os impactos não só na saúde. A gente viu casas completamente rachadas. Caetité faz parte do semiárido, mas como todos sabem, o semiárido brasileiro é um dos mais chuvosos do mundo. Eles têm técnicas de construir cisternas e guardar essa água. Ali se produzia arroz, que é uma cultura que demanda muita água. Hoje, a produção está muito reduzida, estigmatizada, ninguém quer comprar mandioca, gado, leite e queijo da região.

RNP: Atualmente, que tratamento é dado ao lixo nuclear no Brasil?
CM: Essas minas duram de dez a 20 anos. Em Caetité a previsão é de 16 anos. Ou seja, depois que a exploração termina a população fica com o passivo. E Poços de Caldas [MG] tem um agravante porque depois do esgotamento do urânio a região se tornou uma espécie de “bota-fora” do nuclear brasileiro. O lixo radioativo é um problema não resolvido pela indústria nuclear. Não existem depósitos permanentes no Brasil, todos são temporários, mas acabam se mantendo ad infinitum.
RNP: Que impactos a extração de urânio provocou em Poços de Caldas?
CM: O caso de Poços de Caldas, que era uma região turística conhecidíssima, muito valorizada no Sudeste, um lugar onde os noivos iam passar a lua-de-mel hoje em dia está totalmente abandonada. Eu tive a oportunidade de passar por lá e parece uma cidade fantasma. Hoje o que se vê é um legado, um impacto sobre a saúde da população grave a ponto de duas vereadoras da região denunciarem a incidência de câncer desproporcional em relação ao resto do estado de Minas Gerais.

RNP: Caetité pode ter o mesmo destino?
CM: Teme-se que Caetité se torne uma nova Poços de Caldas. Por isso a nossa atenção especial a esse caso. Não é possível que o Brasil, que tem uma legislação ambiental supostamente avançada, continue investindo ou estimulando atividades que expõem o meio ambiente e a saúde da população a riscos que já deveriam ter sido superados.

RNP: As construções das novas usinas nucleares anunciada pelo governo federal podem agravar o problema?
CM: Com a retomada do programa nuclear brasileiro se configurou a intensificação das atividades de mineração, não só lá em Caetité, mas em Santa Quitéria (CE), que promete ser a próxima mina de urânio. Estamos muito preocupados e atentos ao licenciamento dessa mina de urânio, que foi feito pelo órgão estadual de maio ambiente, o que é ilegal porque todas as atividades que têm a ver com o ciclo nuclear devem passar obrigatoriamente pela esfera federal, pelo Ibama.

Read More

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mina de urânio causa medo e revolta na BA

Prefeitura de Caetité, no interior do Estado, lacra poços por apresentarem índices de radioatividade acima do limite legal.
Estatal responsável pela extração do minério no local contesta laudos de órgão do governo estadual e enfrenta protesto de moradores.


Protesto de moradores das comunidades próximas à usina de extração de urânio em Caetité, onde nove poços foram lacrados

MARTA SALOMON
ENVIADA ESPECIAL A CAETITÉ (BA)

De seu quintal, Tiago Alves dos Santos, 60, avista a única mina de urânio em atividade no país, origem da matéria-prima para o combustível das usinas nucleares de Angra dos Reis.
Ao alcance de sua vista também está o resultado de dez dias de falta d"água na região.
O papel no poço lacrado informa: "contaminação por urânio acima dos limites permitidos pelo Ministério da Saúde".
Desde a interdição do poço, a prefeitura distribui água apenas para beber e cozinhar.
"Os bezerros não podem beber, não posso molhar os pés de planta", diz Tiago, um dos cerca de 3.000 moradores da área de influência da mina de urânio.
Em três meses, nove poços próximos à unidade da estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) em Caetité, sertão da Bahia, foram fechados por causa do alto índice de radioatividade, até 47 vezes o limite legal.
Os laudos que apontam contaminação por urânio são do órgão estadual Ingá (Instituto de Gestão das Águas e Clima).
Num raio de 20 km da mina, os poços começaram a ser pesquisados no final de 2008, quando um deles foi fechado.
Desde então, Caetité vive uma guerra de informação, que prejudica produtores, atemoriza parte da população de 46 mil habitantes e põe em xeque a retomada do programa nuclear brasileiro pelo governo federal.
"Tecnicamente, [os dados] estão errados", afirma Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão federal responsável pela fiscalização do setor.
Ele diz que amostras de água chegaram ao Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) sem identificação de origem e podem ter sido manipuladas. "Vamos refazer a análise nos mesmos poços."
O exame periódico do nível de radiação da água é obrigação da INB. Até hoje, em dez anos de funcionamento da mina de Caetité, a estatal nuclear afirma não ter detectado resultados acima dos limites legais.
Documento da INB de 2004 admite que a água da região pode apresentar índices elevados de urânio, mas alega que seria sinal da presença natural e inofensiva do metal -e não resultado da atividade mineradora.
O instituto do governo baiano não culpa diretamente a estatal, por ora. Informa que somente no segundo semestre será possível aferir a origem do urânio encontrado na água.
Caso o urânio tenha vazado da mina, a atividade da unidade de Caetité poderá ser suspensa. De lá saem 400 toneladas por ano de concentrado de urânio, conhecido como "yellow cake".
"A água era bem clarinha; podia estar bebendo veneno sem saber", diz Raimar Alves, presidente da associação de Barreiro, um dos povoados afetados, em meio a um ato contra a contaminação, na quarta passada.
A estatal nuclear e a comissão de energia nuclear insistem em que a exposição ao urânio natural não fazem mal. "Dois anos de trabalho na mina equivalem à radiação de um raio-X dentário", afirma Hilton Mantovani, gerente da unidade.
Estudo contratado pela própria INB, porém, cita a ocorrência de tumores e malformações congênitas como doenças "que podem ser relacionadas com a exposição à radioatividade". A avaliação dos impactos da mineração na saúde da população de Caetité levará cinco anos para ser concluída.

Impressões
"Existem casos de câncer, mas não posso dizer que seja diferente de outras áreas nem que não há risco", afirma a secretária de Saúde local, Cyntia Marques. Para a superintendente de vigilância e proteção à Saúde do governo da Bahia, Lorene Louise Pinto, vale a precaução: "Pelo risco potencial, a tolerância tem de ser zero".
As neoplasias são a segunda causa de morte no país, atrás das doenças do aparelho circulatório. Nos registros de Caetité, uma a cada três mortes ocorre por "mal desconhecido".
"Tem pessoas que a gente percebe que poderiam ter câncer, mas o atestado dá causa desconhecida", diz Ademário da Silva, morador de Maniaçu, a 12 km da mina. Na quarta, ele engrossou protesto no fórum de Caetité, onde corre processo por calúnia aberto pela INB contra o padre da cidade, Osvaldino Alves Barbosa.
A estatal considerou ofensivos comentários do padre na divulgação, em 2008, de um relatório da ONG Greenpeace, o primeiro documento a falar em contaminação na região. A INB quer que o padre se retrate. Ele se recusa e cobra que a saúde da população seja monitorada.

Contaminação acirra disputa por água na zona rural de Caetité
Prefeitura do município do sertão baiano usa carros-pipa para tentar abastecer povoados onde os poços estão interditados

Na fila do abastecimento, povoado que fica ao redor da mina de urânio chegou a passar duas semanas sem água no mês passado

ENVIADA ESPECIAL A CAETITÉ (BA)
Nuvem cinza até aparece no céu de Caetité, mas a chuva é rara mesmo em época "de chuva". Após a interdição dos poços por causa do urânio, a disputa por água aumentou na região onde ela já era escassa.
Na segunda passada, chegaram à prefeitura 15 pedidos de carros-pipa. "É caro abastecer com carro-pipa, mais de R$ 6.000 por mês", afirma Nilo Joaquim de Azevedo, secretário de Recursos Hídricos.
"A gente tem de assinar papel, pôr o CPF e esperar para ganhar umas gotas d'água", diz Osvalino Chagas da Silva, que mora em frente ao poço lacrado no povoado de Maniaçu. "Se a contaminação chegar no olho d'água [outro poço local], será o fim, podemos ir embora daqui."
Na fila pelos carros-pipa, o povoado ficou duas semanas sem abastecimento em janeiro.
A estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) ajuda a prefeitura na distribuição de água ao mesmo tempo que disputa água com a população.
"Em abril, tivemos dificuldade de operar a planta por falta d'água", diz Hilton Mantovani, gerente da unidade de Caetité. Ele calcula em 30 metros cúbicos a demanda diária de água na mina. Sem água, ela para.
O problema da região pode se agravar, porque a maior parte dos 50 poços existentes no entorno da mina de urânio ainda não teve os índices de radiação avaliados pelo instituto responsável pelas águas da Bahia.
"Nessa área [da mina], nem deveria ter poço artesiano, porque existe muito urânio natural", avalia o secretário.
Segundo ele, quatro caminhões-pipa funcionam o tempo todo para abastecer a cidade.
A Folha flagrou uma versão improvisada de ônibus-pipa circulando nas ruas do vilarejo de Maniaçu. Uma cacimba foi montada em cima de uma carroceria de ônibus cortada.
No centro urbano de Caetité (44% da população mora na zona rural), distante 30 km da mina de urânio, os moradores são abastecidos com água de poços livres de contaminação.
Urânio concentrado é base de programa nuclear brasileiro
DA ENVIADA ESPECIAL A CAETITÉ (BA)
No calendário da retomada do programa nuclear brasileiro, 2010 é o ano da primeira ampliação da produção de concentrado de urânio na mina de Caetité. A previsão é dobrar a produção para 800 toneladas de "yellow cake" por ano.
O produto é o resultado da aplicação de ácidos sobre o urânio em estado mineral. Depois, ele tem de ser convertido em gás para enriquecimento e uso industrial, médico ou militar.
A produção chegaria a 1.200 toneladas/ano daqui a três anos, logo após a entrada em operação da mina de Santa Quitéria, no Ceará. Os planos estão condicionados agora ao esclarecimento da contaminação dos poços. O aumento da produção depende de licenças.
A história da mina de Caetité é marcada por alguns incidentes de vazamentos. O mais recente deles, em outubro do ano passado, rendeu uma multa de R$ 1 milhão. A estatal recorre.
A mina é fundamental para os planos de completar o ciclo de enriquecimento de urânio em escala industrial. Hoje, o urânio de Caetité passa por Canadá e Holanda antes de voltar ao país e abastecer as usinas de Angra dos Reis. O programa nuclear prevê a construção de quatro novas usinas até 2030.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Todos contra a Via Mangue


Não é só a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que está contra a Via Mangue, corredor expresso que promete resolver os problemas de tráfego da Zona Sul do Recife. Um grupo de jovens ambientalista criou há uma semana o blog VIA MANGUE NÃO, um espaço para divulgar pensamentos, opiniões e dados reais contra o projeto. O blog luta contra o tempo, já que a Prefeitura do Recife está para começar a construção da primeira etapa do sistema viário, ou seja, a via na prática. Mesmo assim, o grupo não desiste e convida a população a deixar comentários, a interagir com o blog para demonstrar a insatisfação com o futuro corredor. O biólogo recém-formado, Lúcio Flausino, lembra que a Via Mangue é totalmente voltada para o automóvel e, no lugar de resolver os problemas do trânsito, vai estimular mais pessoas a comprarem mais carros. Pondera que custará quase o dobro do Corredor Norte-Sul, linha expressa de ônibus proposta para ser implantada ligando o Norte ao Sul do Grande Recife, sem dar vez ao transporte de massa. “No lugar de investir quase R$ 500 milhões numa via expressa, só para carros, era mais interessante gastar na construção do corredor de ônibus. Até porque, o que precisamos é convencer as pessoas a deixarem seus carros em casa e isso só é possível com um transporte público de qualidade”, discursa o biólogo. Pela proposta apresentada ao governador Eduardo Campos, o Corredor Norte-Sul custará R$ 300 milhões, sendo que R$ 100 milhões seriam investimento em ônibus, assumido pelos empresários. O VIA MANGUE NÃO foi criado também pelos ambientalistas Paulo Lima, Davi Pires e Guilherme Carvalho. No blog, há textos de entidades contrárias ao projeto, questionamentos feitos por um grupo de estudantes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e matérias relacionadas ao tema. “Queríamos um canal para expressar a opinião das pessoas que discordam da construção do futuro corredor. Gente preocupada com a mobilidade urbana, de forma sustentável”, diz Lúcio Flausino. Dêem uma olhada e tirem suas conclusões.
No lugar de investir quase R$ 500 milhões numa via expressa, só para carros, era mais interessante gastar na construção do Corredor Norte-Sul


PE-15 GANHA LOMBADAS E SEMÁFOROS PARA EVITAR MORTES
O povo gritou, queimou pneus e parou o trânsito contra os constantes atropelamentos ocorridos na PE-15, na Região Metropolitana do Recife. Deu resultado. Embora as mortes na pista exclusiva para ônibus da rodovia, entre as cidades de Olinda e Paulista, não sejam novidade, o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER) resolveu agir. Depois de instalar um semáforo na faixa utilizada pelos ônibus em frente à Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho), começou a implantar no último fim de semana lombadas físicas nas três pistas que ficam na altura do Cemitério Morada da Paz, em Paulista. O órgão garante que as lombadas serão temporárias até a instalação de semáforos no local, o que está sendo providenciado. Outra novidade é que o DER vai retirar a lombada eletrônica existente em frente à Igreja Evangélica de Paulista e substituí-la por semáforos. E, nas imediações da entrada de Arthur Lundgreen II, também serão instalados sinais de trânsito.


CONTROLE SOBRE OS ÔNIBUS
A partir de agora, o controle da velocidade desenvolvida pelos carros na PE-15 também valerá para os ônibus. Até porque ninguém entende o motivo de os redutores de velocidade não fiscalizarem também os coletivos desde que a rodovia foi triplicada e o corredor de transporte implantado no local. Gerente de trânsito e lombadas do DER, Jane Mendonça explica que, no passado, não se pensou nisso porque os ônibus são munidos de tacógrafos e, na teoria, não deveriam exceder a velocidade de 60 km/h. “Mas infelizmente isso não acontece e temos vários flagrantes das barbaridades que alguns motoristas de coletivos cometem naquele corredor. Por isso, agora eles serão fiscalizados do mesmo jeito dos carros. Até porque, a PE-15 não é mais uma rodovia, virou a Avenida 15, devido ao intenso adensamento urbano no seu entorno. Estamos fazendo o possível para oferecer segurança aos pedestres, que têm de ter prioridade”, defende a gerente.


A FAVOR DA VIDA
Muitos motoristas podem não gostar, reclamar e dizer que têm apenas um caráter arrecadatório, mas a verdade é que os redutores eletrônicos de velocidade (REVs), também conhecidos como lombadas eletrônicas, salvam vidas. Estudo realizado em 27 Estados brasileiros revelou que os equipamentos reduzem, em média, 35% o número de acidentes e fatalidades nas estradas onde estão instalados. O estudo foi realizado pela economista Daniela Ornelas, que analisou dados entre 1996 e 2005. O tema da pesquisa surgiu enquanto ela fazia constantes viagens entre o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), de 2005 a 2007. No percurso, a quantidade de REVs chamou atenção da pesquisadora, que começou a questionar se os instrumentos realmente funcionavam ou se tinham apenas um caráter arrecadatório. Assim, ela resolveu analisar o impacto das políticas públicas na redução de acidentes e fatalidades do trânsito no Brasil. No estudo, descobriu que em 2004 os REVs foram responsáveis por uma redução superior a nove mil acidentes e a mil mortes de trânsito nos 14 Estados que tinham o equipamento nas estradas federais.

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO
A demora do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em religar as lombadas eletrônicas em todo o País - desligadas há dois anos -, levou o Ministério Público Federal de Goiás a recomendar ao órgão que construa lombadas físicas nas rodovias. A intervenção acontecerá na BR-060 e está sendo realizada depois de muita pressão do MPF. Foram necessárias duas recomendações para que a superintendência do Dnit no Estado agisse. O objetivo da construção dos quebra-molas é reduzir os acidentes nos pontos mais críticos, que aumentaram depois que os redutores eletrônicos foram desativados. Em Pernambuco, teremos que esperar o Dnit concluir o processo burocrático de licitação para religar os equipamentos, já que por aqui o Ministério Público não se pronunciou sobre o assunto.

Mangueletter poética, agridoce, colagem (clonagem) popconcreta e antenada para o Planeta Mangue,escrita nos 459 anos da própria manguecéia tresloucada




Marcelo Pereira

A Chico Science, Raimundo Carrero e Mário Hélio

Overture - O Recife visto do mangue é um desafio. Conquistar o Recife é desbravar o mangue. Embrenhar-se na lama. Avançar sobre o estuário, onde o ciclo da vida se renova. Ou pior, é soterrar, sufocando vidas que sustém o ciclo de uma cidade "metade roubada do mar,/ metade à imaginação,/ pois é do sonho dos homens/ que uma cidade se inventa". Para descobrir o Recife visto do mangue é preciso navegar, sangrar, singrar suas veias, canais abertos ao ar livre, descendo o "rio escuro e triste/ de lama podre no fundo/ e baronesas na face,/ que vem, modorra e preguiça,/ parando pelas campinas/ e escorregando nos montes,/ até esse sítio claro,/ onde cobriram teu leito/ de pedra, ferro e cimento/ organizado em pontes./ Desde a Velha carcomida/ paisagem para detentos,/ que é por onde sempre passa esse povo marginal/ escuro e anfíbio."

Descer o Capibaribe com olhos de turista ou navegante é, para muitos recifenses ou recifencizados, contudo, uma aventura nunca sonhada ou enfrentada. Mas para quem já embarcou - barqueiros, remadores, caçadores de goiamum, caranguejos ou ostras- é uma descoberta fascinante e bela, ao mesmo tempo cruel, como a poesia que se escreve, com tintas desta mesma água e lama.

A realidade cotidiana das margens ribeirinhas do Planeta Mangue denunciam um outro Recife, mais cru, ingrato, abandonado à sorte. São as entranhas de uma cidade cartão postal, entrecortada de belezas naturais e outras moldadas pela arquitetura criativa dos recifenses, mas nem sempre defintiva, e alimentada pela alegria e hospitalidade decantada dos pernambucanos.

Há nessas entranhas uma poética do avesso, extraída da lama e da alma - uma dentro e fora da outra, ser e palavra - dos homens-caranguejos e mangueboys. Assim, quem se aventura ao passeio pelo Capibaribe sabe que "... tudo o que for do rio/ água, lama, caranguejos,/ os peixes, as baronesas/ e qualquer embarcação,/ está sempre e a todo instante/ lembrando o poeta João,/ que leva o rio consigo/ como um cego leva um cão".

Recife - Cidade Estuário - "Maternidade - Diversidade /- Salinidade/ Fertilidade - Produtividade/ Recife - Cidade - Estuário/ Recife - Cidade - És - Tu .../ Água, Salobra, Desova e criação/ Matéria Orgânica, troca e produção... // (O mangue injeta,/ abastece, alimenta, recarrega as baterias/ da Veneza esclerosada, / destituída, / depauperada,/ embrutecida) // Mangue - Manguetown/ Cidade complexo/ Caos portuário/ Berçário/Caos / Cidade estuário".

Recife - Cidade Provisória - "Cidade divisória, sol e lama,/ mar e mar,/ e pessoas bifurcadas. / no lixo sobre o podre, a borboleta,/ irmã do caranguejo, expõe as asas. // cidade provisória, sem projetos/ de um dia se fazer cristalizada,/ artesanato nunca o das abelhas/ melhor o formigueiro inacabado.// ferindo a prédios dois oceanos crespos/ a contender (um doce, outro salgado)/ no atoleiro do negro contra o verde/ por lâminas de espelho retalhado, // por onde desce, dama e prostituta,/ a se mirar por faces de sobrados,/ a provisória tecelã de ruas/ vendedora de história nas calçadas."

Recife - Cão Sem Plumas. "A cidade é passada pelo rio/ como uma rua/ é passada por um cachorro;/ uma fruta/ por uma espada.// O rio ora lembrava/ a língua mansa de um cão,/ ora o ventre triste de um cão,/ ora o outro rio/ de aquoso pano sujo/ dos olhos de um cão.// Aquele rio/ era como um cão em plumas./ Nada sabia da chuva azul,/ da fonte cor-de-rosa/ dá água do copo d'água,/ da água de cântaro,/ dos peixes de água,/ da brisa na água.// Sabia dos caranguejos/ de lodo e ferrugem./ Sabias da lama/ como uma mucosa./ Devia saber dos polvos./ Sabia seguramente/ da mulher febril que habitava as ostras.//...// Abre-se em flores/ pobres e negras/ como negros./ Abre-se numa flora/ suja e mais mendiga/ como são os mendigos negros./ Abre-se em mangues/ de folhas duras e crespos/ como um negro. //..// Entre a paisagem/ o rio fluía/ como uma espada de líquido espesso./ Como um cão/ humilde e espesso.// Entre a paisagem/ (fluía)/ de homens plantados na lama; de casas de lama/ plantadas em ilhas/ coaguladas na lama/ paisagens de anfíbios/ de lama e lama."

Retroceder para Avançar - Mas enquanto a terra brasilis ainda era virgem como suas matas e índias, convivia-se pacificamente, respeitando-se seu ciclo das águas. "O rio ao entrar no mangue/ Logo deixa de ser rio/ Para ser mangue somente/ E encher de mangue o vazio.// Com excessão da folhagem/ Verde, que ao sol se derrama,/ Embora tenha os pés negros/ Plantados dentro da lama.// O mangue, como um mar morto,/ recebe o rio e o encerra/ Entre seus lábios viscosos/ E as suas ilhas de terra.// ..// O rio ao sair do mangue/ (Depois que o mangue o repele)/ Calça sapatos de lama/ Veste de lama a pele. //...// Mas logo o rio encontra// De novo pedras e areias/ E escuta o mar que o convida/ Com algas, búzios e sereias.//..// Depressa vai se enxuagando/ Num banho de passarinho,/ E despregando a metade/ do mangue pelo caminho".

Quando vieram, então, os colonizadores, primeiro os portugueses e depois o holandeses e, principalmente os galegos dos países baixos, começaram a roubar do mar o mangue, para fazer com seus diques os cais e a domar a sinuosidade da águas com os aterros e canais. "Entre os mangues e pântanos, alimentados pelas águas dos rios Capibaribe e Beberibe cresceu o número de humildes habitações dos marítmos arranchados". "Cidade porto/ holandesa frequesia/ terra mangue antes foi/ alagado, chão incerto/ rompe um povo/ alastrado em lama/ singular tecedura/ costurada em feijão. E os do Recife criaram uma superstição: "Só há saída para o mangue", como estampou certa vez uma manchete de jornal.

Avançar Sempre -Foram-se os invasores de outrora, mas a invasão continuou através dos séculos, perdurando até hoje, com a expansão urbana, construção de shopping centers e edifícios, retificação de canais e abertura de novas perimetrais de Jaboatão a Olinda, passando pelo Recife, do Jordão à circunvizinhança da Ponte Limoeiro e outros arrabaldes. Uma opção civilizatória que optou por adensar a cidade ferindo a sua geografia natural e verticalizando-a, ao invés de buscar outros campos e colinas na região metropolitana, para onde, inclusive vão aqueles expelidos das invasões de mangue, confinados em conjuntos habitacionais populares, ou aqueles que não suportam o caos urbano e procuram refúgio nos resquícios de área verde em Aldeia, Camaragibe.

E sempre que procuram uma saída do Recife para o mangue, soterrando o ecossistema natural da cidade-estuário, expelem como o cirurgião um tumor aqueles que nele habitam: os homens-caranguejos (de Josué de Castro - um cientista da fome) e toda a flora (rhisoflora mangle) e toda a fauna (aratus, chiés, caranguejos, guaiamuns, guajás, mexilhões, unhas-de-velho, sururus, ostras, tainhas entre outros mais). Não há cura, posto que há metástese os problemas.

Homens-caranguejos e suas tocas - E os expelidos são pessoas humildes como Simplício de Tal, que "sorria nas horas certas e fechava a cara nas horas devidas e bebia religiosamente convivia com Deus como quem nasce e acorda e sai vivendo gostava de futebol como se deve andava de ônibus e acordava com o apito da fábrica morava quem sabe lá onde Simplício morava ou se ocultava na rua das casas número das portas o fato é que era numa invasão por cima do mangue".

A sua toca: os mocambos "entulhados à beira do Capibaribe/ Na quarta pior cidade do mundo" "com o seu teto/ de palhas secas/ (onde) sobem paredes/ e o sujo chão/ de barro preto/ barro batido". "Onde o vento do mangue/ Vê, sobre as cégas águas// Meninos-caranguejos/ abrindo os olhos grandes/ Através das janelas/ De folhas e flandres". Formam "impressionantes esculturas de lama/ mangue mangue mangue mangue mangue mangue/ E a lama come o mocambo e no mocambo tem molambo/ E o molambo já voou, caiu lá no calçamento, bem no sol do meio-dia/ O carro passou por cima e o molambo ficou lá/ Molambo eu, molambo tu/ Molambo boa peça de pano pra se costurar mentira/ Molambo boa peça de pano pra se costurar miséria".

É por essas e outras que o poeta-engenheiro Joaquim Cardozo disse certa vez: "Recife,/ ao clamor desta hora noturna e mágica/ vejo-te morto, mutilado e grande,/ pregrado à cruz das novas avenidas/ e as longas e verdes da madrugada/ te acariciam." Não bastassem os versos de Recife Morto, Cardozo ainda declarou sobre a cidade: "Há muitos que nunca saíram daqui, mas que já abandonaram o Recife há muito tempo, pois concordaram com a destruição dos monumentos antigos, com a intensão de utilzar um urbanismo já obsoleto, de linhas retas e ruas largas. Sou da opinião que um homem não deve morar muitos anos na mesma cidade, como não deve viver muitos anos com a mesma mulher e, reciprocamente, a mulher com o mesmo homem".

Não são apenas os poetas e romancistas pernambucanos têm a alma impregnada de mangue e se alimentam da fertilidade da cidade-estuário. Desde 1991 vem-se processando uma renovação artistíca e estética que oxigenou as arterias culturais da cidade. Com suas antenas parabólicas enterradas na lama e sintonizada com a aldeia global pop, os mangueboys - caranguejos com cérebro - das bandas Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A plugaram a música pernambucana no cenário da música brasileira e internacional dos anos 90, dando uma nova linguagem para os ritmos regionais e enfocando complexidade urbana da metrópole.

Com o movimento mangue, despertou-se a atenção da mídia e abriram-se espaços para que emergisse um novo olhar sobre a cidade mangue, através do talento de jovens músicos, pintores e estilistas de moda que, sem ter um compromisso formal, de uma forma ou de outra terminam refletindo os anseios de uma geração que sente a necessidade de se inserir num processo de integração mais aberto e multiculturalista, sem abrir mão do desejo de resgatar ou revalorizar os valores que fazem parte do seu substrato cultural. Exemplos são as bandas Mestre Ambrósio, Querosene Jacaré, Cavalo do Cão, Alma em Água, Véio Mangaba, Coração Tribal, Jorge Cabeleira, Tonheta, Antúlio Madureira, entre tantos outros. E a resposta tem sido das mais positivas e animadoras. A repercussão da primeira turnê internacional de Chico Science & Nação Zumbi, os elogios da crítica para o seu trabalho e os premios obtidos por Mundo Livre S/A e, mais recentemente pela manguefashion do estilista Eduardo Ferreira, o primeiro vencedor do Phytoervas, mostra que neste caçuá ainda tem muitas surpresas.

Mesmo assim são poucos os que não homens-caranguejos a ter a coragem de conhecer o mangue por dentro, embrenhando-se nele, como Pissinho, o garoto personagem de O Saveiro do Inferno, do mangue-writer Sílvio Roberto de Oliveira. Com seus irmãos e a mãe, Pissinho luta "com as ratoeirtas de pegar goiamaum nos mangues cercados de capim barba-de-bode que crescia nos aterros em volta. Pissinho, o caçula, desde pequeno "sabia armar a arataca fieta pelos irmãos mais velhos e bem feita que pra tudo precisa de jeito e arte construída de lata de óleo aberta de um lado a tampa da própria lata presa com arame a uma cruz de madeira a uma fita de borracha de câmara-de-ar enlaçando a lata por baixo para dar pressão e a ponta da cruz era então enganchada na ponta do arame que ia dar na isca a armadilha colocada junto dos buracos e pronto: se a isca fosse boa de casca de laranja ou mesmo de folha de mangue, em pouco tempo haveria bicho preso rasqueando na lata, alvoroçado para sair".

Quem já pescou caranguejo ou goiamum no mangue deve se identificar com Pissinho em O Saveiro do Inferno, inspirado nos Autos da Barca do escritor português Gil Vicente. O garoto distrai-se enquanto toma conta da arataca, "porque era preciso vigiar que o mangue era cruzado de ladrões a toda hora eram os ladrões de ratoeiras", desenvolvendo uma pontaria impressionante com a baleadeira "e matava caranguejos a vinte metros mesmo dos pequenos sem falhar a gente só via de longe o casco azulado se espatifando no meio da lama com a bala de barro redondinha seca no sol zunindo certeira até lhe estoutrar nas costas". Quem já foi garoto de beira de rio sabe o prazer de uma aventura como essa ou então como a de andar com as jagadas feitas de troncos de bananeiras, como as que Pissinho fazia para "sair boiando empurrando com uma vara por entre os paus do mangue-seriba chegando aos portos das ilhas de lama pena que as ilhas de mangue não tinham coqueiros feito as que aparecia na televisão ou revistas que ele achava no lixo".

Mesmo sem viver estas aventuras, muitos já se deliciaram com os pratos feitos a base dos frutos do mangue, caranguejos e goiamuns (há quem diga gaiamuns ou ganhamuns) cevados, servidos fervidos na água e sal, com coentro e cebolinho ou com pirão ou, ainda molho de coco, tempero com os quais se fazem também as iguarias pernambucanas da mariscada, do sururu e da unha de velho. Deliciosos quitutes, de paladar inesquecíveis vindo de um mundo tão crespo e em decomposição. Quem explicar há de? Assim é a Ilha do Recife dos Navios. E tudo porque: "O rio está em nossa infância/ Tomávamos banho nele/ Hoje ele se banha em nós".

Marcelo Pereira, editor do Caderno C do Jornal do Commercio

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Moradores denunciam empresa que estaria poluindo rio em Jaboatão



O flagrante de desrespeito ao meio ambiente e ao cidadão acontece em Barra de Jangada; CPRH vai fiscalizar o empreendimento Um flagrante de desrespeito ao meio ambiente e ao cidadão. Moradores de Jaboatão dos Guararapes não conseguem almoçar direito nem ficar muito tempo na rua. Eles reclamam de um mau cheiro constante, que não vem de nenhum esgoto. Eles dizem que o mau cheiro é causado por uma fábrica de alimentos, que estaria poluindo um rio.
É na Estrada da Curcurana, no bairro de Barra de Jangada, que os moradores estão sofrendo com a poluição do rio. Quem mora por lá reclama que desde 2004, quando a empresa Bragança Alimentos se instalou na rua, a sujeira no rio tem sido uma constante.

“A gente quer apenas uma solução para esse problema, pois isso aqui está sem condições de viver. Até quem vem de fora sente o mau cheiro”, reclamou o técnico de laboratório Carlos André Vitalino.

No rio, a sujeira é facilmente constatada. Uma camada de dejetos está parada sobre a água, tinha até pele de galinha. O operador de ponte Gildo Cosmo mostrou por onde os resíduos chegam ao rio e reclama que a sujeira tem prejudicado toda a comunidade. "Fica um mau cheiro terrível, ninguém suporta. Tem que botar a mão no nariz para passar por aqui”, disse.

Os moradores já fizeram até um abaixo-assinado denunciando a situação que enfrentam. O montador de veículos José Henrique Vitalino chegou a sugerir o que a empresa deveria fazer.
“A empresa deveria fazer casa de esgoto e contratar um caminhão que recolhe dejetos para que ele jogue em um local adequado para tratamento”, falou.

A direção da Bragança Alimentos foi procurada, mas ninguém quis gravar entrevista. O diretor industrial, Ricardo Oliveira, disse que todos os resíduos industriais da produção de empadas e outros produtos são tratados antes de serem despejados no rio. Ele informou também que a empresa tem licença da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

O documento foi renovado no mês passado. A CPRH mandou uma equipe no fim da manhã desta terça-feira (12) para fiscalizar e vistoriar a fábrica para ver se há irregularidades.